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Estrias angióides

Description

As estrias angióides são traços irregulares que emanam de um anel de atrofia peripapilar, que se pensa serem rupturas irregulares na membrana de Bruch. Estão associadas à degeneração atrófica do epitélio pigmentar da retina e à rutura ou ausência da coriocapilar. A complicação mais comum que ameaça a acuidade visual é o desenvolvimento de neovascularização coroidal na região macular, embora a maioria dos doentes permaneça assintomática. As estrias angióides podem estar associadas a doenças sistémicas, em mais de 50% dos casos, como pseudoxantoma elástico, doença de Paget, talassemia B, anemia falciforme, Ehlers Danlos, entre outras. É uma patologia rara e o seu diagnóstico atempado é importante principalmente em doentes com história familiar, bem como a prevenção de traumatismos devido às potenciais complicações oftalmológicas que daí podem advir, como hemorragias subretinianas devido à fragilidade da membrana de Bruch, uma vez que ocorrem alterações na sua ultra-estrutura, nomeadamente na camada intermédia elástica e na camada colagénica.

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Ensaios efectuados (equipamento) :

CLARUS 700:
  1. Fotografia do fundo do olho direito mostrando ligeiras estrias angioides.
  2. Retinografia do olho esquerdo mostrando estrias angioides e membrana neovascular pigmentada temporal.
  3. Autofluorescência do olho direito mostrando estrias angióides que emanam da papila como áreas hipoautofluorescentes com uma borda hiperautofluorescente.
  4. Autofluorescência do olho esquerdo mostrando estrias angioides e membrana neovascular.

Indication

Caso clínico

Um homem de 56 anos foi encaminhado para o serviço de urgência devido a uma membrana neovascular no olho esquerdo. Não tinha antecedentes oftalmológicos ou médicos relevantes. A sua acuidade visual era normal em ambos os olhos. A biomicroscopia não mostrou alterações no segmento anterior, mas o exame fundoscópico revelou a presença de estrias angióides em ambos os olhos com membrana neovascular pigmentada no olho esquerdo e líquido subretiniano (figuras 1 e 2), pelo que se decidiu iniciar tratamento com terapêutica anti-angiogénica tripla intravítrea mensal com um controlo ao quarto mês, em que se observou inatividade da membrana neovascular, altura em que se iniciou uma estratégia de tratamento treat and extend, mantendo a membrana inativa ao longo do tempo. A hipoautofluorescência no EA é evidente na autofluorescência, tornando as lesões mais evidentes (figuras 3 e 4).