Figura 2. Retinografia a cores do olho esquerdo mostrando lesões esbranquiçadas profundas no feixe papilo-macular congruentes com a área isquémica.
Figura 3. Tomografia de coerência ótica macular do olho esquerdo. Banda hiperreflectiva justamacular superior na camada nuclear interna, sugestiva de PAMM.
Figuras 4 e 4'. Angio-OCT do olho direito e do olho esquerdo do plexo profundo. Observa-se isquémia isolada do plexo capilar profundo justafoveal superior no olho esquerdo, correspondendo à área afetada na OCT macular.
A Maculopatia Paracentral Média Aguda (PAMM) é uma oclusão vascular isquémica da retina média devido ao envolvimento do plexo vascular profundo. Entre os seus principais factores de risco encontram-se o uso de contraceptivos orais, as coagulopatias ou qualquer fator de risco cardiovascular (diabetes mellitus, hipertensão arterial, etc.). É imprescindível realizar um estudo para descartar causas emboligénicas, pelo que o diagnóstico deve incluir exames de imagem, estudo cardiológico e vascular.
O fundo do olho pode ser normal ou apresentar lesões esbranquiçadas profundas com limites mal definidos, que podem ser confundidas com exsudados de algodão. A imagem na Tomografia de Coerência Ótica (OCT) macular é típica, pois aparece como uma lesão hiper-reflectiva nas camadas médias (nuclear interna e zona de junção entre plexiforme externa e nuclear interna). Apresenta-se normalmente com o aspeto clínico de um escotoma central ou paracentral.
A isquémia do plexo vascular profundo pode ser observada na angio-OCT e o escotoma pode ser avaliado com um campo visual. O prognóstico é geralmente bom e os escotomas são reduzidos, embora muitas vezes não desapareçam completamente devido à herança atrófica nas camadas médias da área afetada.