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Neovascularização míope

Description

Define-se como uma neovascularização de origem coroidal (membrana neovascular) no contexto de uma miopia patológica. São tipicamente membranas neovasculares subretinianas (tipo 2 ou clássico) e localizam-se habitualmente na zona foveal ou justafoveal, embora também possam aparecer extrafoveais ou peripapilares. No fundo do olho apresentam-se como uma lesão acinzentada com bordos pigmentados, podendo ou não estar associadas a hemorragia ou exsudação retiniana. Tipicamente, estas membranas podem estar activas, dando origem a sintomas no doente, sem a presença de líquido, hemorragia ou exsudação, pelo que, na decisão de tratar ou não o doente, a presença de sintomas é fundamental. Podem distinguir-se três fases na sua evolução:

  • Fase ativa: A membrana apresenta atividade que se reflecte normalmente no aparecimento de sintomas por parte do doente e pode ou não estar associada à presença de hemorragia retiniana, líquido na OCT ou exsudação.
  • Fase de cicatrização (mancha de Fuchs): Com o tempo, ocorre normalmente um processo de cicatrização, que leva à pigmentação da membrana e à redução da exsudação.
  • Fase atrófica: Ocasionalmente, as membranas podem desenvolver atrofia coriorretiniana à volta da lesão neovascular, levando a uma perda visual grave.

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Indication

Mulher de 61 anos, míope magna. Refere metamorfopsias e perda visual com 1 mês de evolução no olho direito (OD). Antecedentes de cirurgia refractiva por PRK (2006. Equivalente esférico pré-cirurgia -5,50 D OD e -5,75D olho esquerdo (OI). Visão corrigida de 0,2 OD e 1,00 OI. O exame revelou a presença de uma membrana neovascular míope OD. O tratamento foi efectuado com 4 injecções de anti VEGF OD, obtendo-se uma acuidade visual de 0,8 OD.