Fotografia a cores do fundo do olho (Clarus500, Zeiss): (A): Alteração pigmentar perifoveal e peripapilar do OD. Não se observam hemorragias, drusas ou outros sinais de DMRI.
Autofluorescência (Clarus500, Zeiss): (B) OD: A autofluorescência revela alterações no epitélio pigmentar da retina (EPR) localizadas na área macular e peripapilar sob a forma de lesões granulares hipo e hiperautofluorescentes.
(C) OCT macular OD: Descolamento do EPR plano (EPR), conhecido como SIRE (shallow irregular RPE elevation) e definido como uma elevação ou descolamento do EPR com uma altura não superior a 100 microns e um diâmetro superior a 1000 microns. A coroide apresenta caraterísticas paquicoroidais com espessura aumentada à custa dos paquivasculares na camada de Haller.
(D) OCT macular 2 OD. Este corte mostra um possível líquido subretiniano mínimo que aparece e desaparece sem tratamento e que não consideramos como um indicador de atividade neste caso.
Neovasculopatia paquicoroideia. O espetro das doenças da paquicoroideia refere-se a um grupo de doenças que partilham o fenótipo da paquicoroideia, representado por uma série de alterações morfológicas da coroideia caracterizadas por:
A neovasculopatia paquicoroidal é uma das patologias que se enquadram no âmbito das doenças paquicoroidais e é definida como a presença de uma neovascularização de tipo 1 (abaixo do EPR) com caraterísticas paquicoroidais e sem sinais óbvios de coroidopatia serosa central ou DMRI. Estas neovascularizações têm frequentemente um baixo grau de atividade sem produzir fluido ou exsudação e sem produzir sintomatologia no doente. Nestes casos, o tratamento com fármacos antiangiogénicos é controverso.
Por vezes, pode ser difícil diferenciar uma neovasculopatia paquicoroideia de uma coroidopatia erosiva central (CSC) com uma membrana neovascular associada e temos de nos guiar pela história clínica do doente e pela ausência de episódios de CSC.