A papila de Bergmeister (PB) é considerada um remanescente da artéria hialoide persistente ao nível do disco ótico, e apresenta-se como uma membrana epipapilar que pode ocluir a papila ou parte dela. É geralmente unilateral e sem repercussões clínicas, sendo muitas vezes um achado casual. A artéria hialoide embrionária, um ramo da artéria oftálmica dorsal primitiva, é responsável pela irrigação do cristalino durante o desenvolvimento embrionário e vai diminuindo progressivamente a partir da décima semana de gestação até desaparecer ao nascimento. O desaparecimento incompleto destas estruturas embrionárias sobre a cabeça do nervo ótico faz com que o tecido glial permaneça no início do canal de Cloquet ou ducto de Stilling, que liga o nervo ótico ao cristalino, passando pelo humor vítreo e que seria o remanescente completo da artéria hialoide.
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Um homem de 48 anos compareceu para um exame oftalmológico de rotina. O exame revelou uma acuidade visual corrigida de unidade em ambos os olhos. O exame biomicroscópico revelou a presença de um remanescente da artéria hialoide no olho direito (OD) (figura 1) e o ponto de Mittendorf na cápsula posterior do cristalino, enquanto o exame do segmento anterior do olho esquerdo (OI) era normal.
O exame fundoscópico revelou a presença de uma papila de Bergmeister bilateral, com uma grande proliferação glial pré-papilar no OD que se estendia até à área macular (figura 2), com uma proliferação pré-papilar muito ligeira no olho esquerdo (figura 3). A Tomografia de Coerência Ótica (OCT) mostra uma imagem hiperreflectiva pré-papilar compatível com a proliferação glial (figuras 4 e 5) e a extensão desta proliferação à área macular no olho direito (figura 6), o que implica um espessamento da espessura macular (figura 7). A imagem papilar da face do OD mostra proliferação glial (figura 8).
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