Retinografia (Clarus 700, Zeiss): exsudados maculares duros, principalmente na zona temporal da fóvea. Lesões punctiformes perifoveais avermelhadas (correspondentes a MacTel1). Observa-se também uma lesão arredondada amarelada correspondente a uma dilatação vascular sacular (A).
OCT (Cirrus 5000, Zeiss): líquido intrarretiniano, tanto na camada nuclear interna como na camada nuclear externa. Existem também várias lesões arredondadas com conteúdo hiporreflector e paredes hiperreflectoras (mostra-se uma delas) que correspondem a dilatações telangiectásicas dos capilares perifoveais (B).
FFA (Clarus 700, Zeiss): lesões hiperfluorescentes nos momentos iniciais (C1) com fuga de contraste nos momentos tardios (C2) correspondendo a dilatações saculares dos capilares perifoveais.
Uma mulher de 81 anos, pseudofácica, apresenta-se com perda de visão no olho esquerdo. Não tem antecedentes de diabetes mellitus.
O exame do fundo do olho do OI mostra exsudados maculares duros acompanhados de lesões punctiformes avermelhadas. A OCT mostra líquido intrarretiniano, bem como lesões arredondadas com conteúdo hiporreflectivo e paredes hiperreflectivas. A FFA mostra dilatações saculares dos capilares perifoveais em momentos precoces, com fuga de contraste em momentos tardios. Não se observam dilatações vasculares periféricas e o olho direito é normal. É feito o diagnóstico de telangiectasia macular idiopática tipo 1 ou MacTel1. Foi proposto um tratamento com fármacos anti-VEGF. Após 1 injeção de aflibercept e 1 injeção de brolucizumab, e dada a ausência total de resposta aos mesmos, foi decidido não prosseguir o tratamento.